Vendas
0800 591 0486

Reforma Tributária

Com a implementação gradual da Reforma Tributária, a QYON te mantém atualizado e te ajuda a superar os novos desafios.

Escrita FiscalGestão Financeira

08/06/2025

por: Cassia Paixão

Cashback na Reforma Tributária: justiça social em foco

A Reforma Tributária trouxe o cashback de impostos para famílias de baixa renda. Entenda como funciona, quem terá direito e qual o impacto dessa medida na justiça fiscal e social do Brasil.

O que é o cashback da Reforma Tributária?

Você já ouviu falar em cashback no varejo, certo? Aquela devolução de parte do valor gasto em uma compra. Agora, esse conceito chegou à Reforma Tributária como um mecanismo para promover justiça social e equidade.

A ideia é simples: devolver parte do imposto pago (CBS e IBS) para famílias de baixa renda cadastradas no CadÚnico, ajudando a reduzir desigualdades.

Base legal: EC 132/2023 e LC 214/2025

  • Emenda Constitucional 132/2023: instituiu o princípio da justiça tributária, que busca equilíbrio entre arrecadação e capacidade contributiva.
  • Lei Complementar 214/2025: regulamentou o cashback, garantindo devolução de valores pagos em impostos sobre itens essenciais.

Essa inovação segue práticas internacionais e reforça o papel redistributivo da tributação.

Como o cashback vai funcionar?

O cashback será uma devolução personalizada de parte do CBS/IBS pago pelas famílias de baixa renda.

Regras principais:

  • Beneficiários: famílias com renda de até meio salário-mínimo per capita, inscritas no CadÚnico.
  • Produtos elegíveis: itens essenciais de consumo domiciliar, como energia elétrica, abastecimento de água e botijão de gás (13kg).
  • Percentual: em casos específicos, como no gás de cozinha, o reembolso poderá chegar a 100% do valor da CBS.
  • Forma de recebimento: poderá ocorrer por dedução direta em contas de consumo (água, energia) ou por devolução em dinheiro, conforme regulamentos complementares.

Impacto social do cashback

O cashback representa uma inovação no sistema tributário:

  • Redistribuição de renda indireta, reduzindo o peso dos tributos sobre os mais pobres.
  • Justiça fiscal, ao aplicar o princípio da capacidade contributiva — quem tem menos paga proporcionalmente menos.
  • Apoio a famílias vulneráveis, garantindo acesso a bens essenciais.

O que dizem nossos especialistas?

Embora seja visto como um avanço, especialistas apontam nuances importantes:

  • O cashback pode ser entendido como justiça fiscal, e não como programa de transferência de renda.
  • Medidas como a redução de tributos na cesta básica ainda não asseguram equidade plena.
  • A devolução em dinheiro ou na forma de abatimento em contas mensais é uma forma prática da intenção da capacidade contributiva, e correção das desigualdades na incidência de tributos.

Em outras palavras: o cashback é um passo relevante, mas precisa ser acompanhado de outras políticas para realmente reduzir as diferenças sociais.

Conclusão

O cashback na Reforma Tributária une simplificação tributária e justiça fiscal. Mais do que aliviar o orçamento das famílias de baixa renda, ele fortalece o princípio da equidade no sistema tributário brasileiro.

Para contadores, empresários e operadores fiscais, é essencial acompanhar de perto a regulamentação dessa medida, já que ela representa um novo capítulo na gestão de tributos sobre o consumo.