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Reforma Tributária

Com a implementação gradual da Reforma Tributária, a QYON te mantém atualizado e te ajuda a superar os novos desafios.

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02/02/2025

por: samirdesign

A consolidação da Reforma Tributária em lei o que muda na prática?

A Reforma Tributária foi consolidada pela Lei Complementar 214/2025. Veja o que muda com o IBS, CBS e Imposto Seletivo e os próximos passos da regulamentação.
 

Um histórico de tentativas

Ao longo das últimas décadas, o Brasil acumulou diversos projetos de lei voltados à simplificação e reestruturação tributária. Nenhum, porém, havia avançado até a Emenda Constitucional 132/2023, que alterou o Sistema Tributário Nacional e abriu espaço para a proposição do Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/2024.

A chegada da Lei Complementar 214/2025

Em 16 de janeiro de 2025, foi publicada a Lei Complementar 214/2025, após aprovação nas casas legislativas e sanção presidencial, com alguns vetos.

Ela trouxe três novos tributos que estruturam o novo modelo de arrecadação:

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): de competência compartilhada entre estados e municípios;
  • CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços): de competência da União;
  • Imposto Seletivo (IS): aplicado sobre produtos e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

Além disso, a lei promoveu ajustes em normas complementares para viabilizar a transição do sistema atual para o novo formato.

O que ainda falta regulamentar

Apesar de ser a norma de referência, a Lei Complementar 214/2025 depende da publicação de regulamentações para definir pontos práticos, como:

  • Procedimentos de apuração e recolhimento;
  • Notas Técnicas para emissão de documentos fiscais;
  • Fluxos de fiscalização e penalidades aplicáveis;

Essas normas complementares serão fundamentais para orientar empresas e escritórios contábeis sobre como aplicar as novas regras em sua rotina.

O olhar dos especialistas

De acordo com especialistas da QYON, a centralização das regras em um único ato legal é um avanço relevante para o sistema tributário brasileiro. Isso gera:

  • Segurança jurídica, reduzindo ambiguidades na aplicação da lei;
  • Previsibilidade, permitindo que empresas e escritórios contábeis se planejem melhor para o futuro.

A expectativa é que esse mesmo padrão seja mantido na aprovação do PLP 108/2024, que trará a regulamentação prática do IBS e deve impactar diretamente a operação das empresas.

Conclusão

A publicação da Lei Complementar 214/2025 consolida a Reforma Tributária e marca uma nova etapa para a tributação do consumo no Brasil. Ainda estamos diante de um cenário em construção, no qual os próximos decretos e normas complementares terão papel decisivo para definir a rotina de escritórios contábeis, empresas e empreendedores.

Agora, mais do que nunca, é essencial acompanhar cada atualização e se preparar para adaptar processos e sistemas de acordo com as novas regras.